Top 100 Anime – 100 to 26


Aggretsuko
Lançado em 2018
Fanworks

25 anos, solteira, explorada por seu chefe e frustrada de diversas formas — a vida não é fácil para Retsuko, uma panda-vermelho antropomórfica. A gente sabe, às vezes as coisas não dão certo, às vezes tudo parece muito difícil… E quando isso acontece com Retsuko, ela joga tudo para fora numa sala de karaokê, cantando altas músicas de death metal para se recompor. Ela é muito “gente como a gente”, não dá para não gostar. Mesclando um design de personagens meigo e charmoso com uma boa pitada de humor, o estúdio Fanworkds traz vida a essa franquia da Sanrio de um jeito único e adorável. Aggretsuko é apenas uma série sobre uma panda dando o melhor de si num mundo cruel… E é por isso que amamos ela. – Carlos Moncken


The Ancient Magus’ Bride
Lançado em 2016
Wit Studio

Qual é a magia mais forte do mundo? Durante a maior parte de sua vida, Chise Hatori foi atormentada por criaturas mágicas, causando grande trauma em sua infância. Mas um dia ela se encontra longe de sua terra natal, no Japão, vivendo e estudando com um mago como aprendiz. À medida que cresce sua capacidade mágica, ela começa a se abrir para aqueles a sua volta, para curar. O mal em The Ancient Magus’ Bride nunca é realmente simples – quase todo o antagonismo da série decorre não de más intenções, mas do sofrimento e da dor de um personagem. Chise se tornou cada vez mais usuária de magia, mas ela também se tornou adepta de conexões humanas. Ela é capaz de compartilhar da dor de outros, sentir como se fosse dela mesma, e, frequentemente, é deste modo que o mal aparentemente imparável é reprimido. Então, qual é a magia mais forte do mundo? Chise Hatori argumenta que a resposta é empatia. – Cayla Coats


Anohana: The Flower We Saw that Day
Lançado em 2011
A-1 Pictures

O primeiro trabalho original da equipe criativa de Super Peace Busters (da escritora Mari Okada, animadora e designer de personagens Masayoshi Tanaka e do diretor Tatsuyuki Nagai) derramou lágrimas por todo mundo com Anohana. Enquanto o primeiro trabalho da equipe nos trouxe Toradora! A equipe, usando como cenário a cidade natal de Okada, Chichibu, nos deu um grupo de crianças que realmente sentiram que passaram por uma tragédia e, juntas, precisam superar o trauma. AnoHana cimentou Mari Okada como um nome familiar na comunidade anime – por um bom motivo – e todo trabalho da equipe é algo que se deve assistir no lançamento. Até mesmo reassistir a abertura depois de todos esses anos ainda me causa reações. De alguma forma, a equipe pode causar tantas emoções no coração que, mesmo cerca de uma década depois, eu ainda me sinto da mesma forma.– Daryl Harding


Asobi Asobase – workshop of fun –
Lançado em 2018
Lerche

A adaptação em anime de Asobi Asobase é construída sobre constrastes. É fácil exemplificar comparando a abertura, que foca na fofura romantizada das garotas, com o encerramento, sombrio e grunge, com aquelas mesmas garotas tocando heavy metal, no estilo banda BABYMETAL. As personagens principais são três garotas que começaram seu próprio clube de cultura na escola, onde elas passam o tempo jogando vários jogos. Geralmente, as ideias logo ultrapassam os limites da diversão inofensiva, e elas se veem em situações desconfortáveis frente às outras. As piadas que elas fazem são inesperadas, lembrando um pouco “Inquisição Espanhola”, de Monty Python. O constrate entre a fofura e o ousado está entre todos os aspectos de Asobi Asobase, tornando-o uma das mais memoráveis comédias dos últimos anos. – Azaly Zeldin


Barakamon
Lançado em 2014
Kinema Citrus

Eu considero Barakamon um dos animes mais adoráveis e relaxantes que existe. As experiências diárias de Handa junto aos habitantes da ilha me proporcionou várias risadas e ao mesmo tempo me lembrou das pequenas coisas que costumamos considerar como não importantes em nossas vidas. O aspecto mais agradável da série é uma atmosfera acalentadora junto de sua arte encantadora. Barakamon é um anime querido cheio de motivação e inspiração que, de alguma fala, conversa com algo dentro de mim. Eu fico feliz por ter visto esse anime. – Reem Ali


Black Clover
Lançado em 2017
Studio Pierrot

Asta, protagonista de Black Clover, tem daquelas características que te fazem gostar de cara: é um menino que não possui magia e deseja desesperadamente se tornar o Rei Mago, e por isso precisa sempre se esforçar mais e gritar mais alto do que todo mundo. É isso que faz de Black Clover não só uma aventura fantástica, mas também uma das melhores histórias de complexo de vira-lata dos animes, refletindo os sonhos de todos que já ouviram a frase “Você não vai conseguir” e, mesmo assim, perseveraram até o fim. Com um roteiro dinâmico, uma preciosa coleção de personagens (os Touros Negros são o bando de párias mais carismático, empatados com os Chapéus de Palha) e cenas de ação sólidas, Black Clover se consolidou como uma parte consistentemente prazerosa da minha semana. – Dan Dockery


Bungo Stray Dogs
Lançado em 2016
Studio Bones

Bungo Stray Dogs tem uma arte inegavelmente maravilhosa, desenho de personagens atraente, roupas icônicas e músicas incríveis. Há inúmeros outros animes com os mesmos méritos, mas o motivo pelo qual eu aprecio tanto esta série é a relação com a literatura. Todo protagonista, os detetives e os antagonistas, representam escritores famosos, e as habilidades especiais de cada um tem o nome de trabalhos desses autores. Até as atitudes e idiossincrasias dos personagens se inspiram nos autores e em seus trabalhos. Assistir este anime me fez querer pesquisas mais para entender as referências e descobrir a maior quantidade de Easter Eggs possíveis. – Francesco Ventura

 

 

 


Chihayafuru
Lançado em 2013
Madhouse

Para uma série sobre o jogo de cartas japonês, Karuta, Chihayafuru somou muito mais do que a mera soma de suas partes. É uma série que não só define o jogo, vai além, nos detalhes das regras, mas também trata de crescimento e maturidade enquanto lida com a pressão autoimposta de se tornar a melhor jogadora de um jogo de cartas baseado em poemas japoneses e que só é jogado e levado a sério dentro do Japão. Uma série assim tinha tudo para ser seca e desinteressante, mas a jornada de Chihaya, de uma novata a uma veterana e sábia jogadora é o que faz a série brilhar. – Humberto Saabedra


The Disappearance of Haruhi Suzumiya
Lançado em 2010
Kyoto Animation

Enquanto eu crescia, a ideia de focar em coisas mais “adultas” era algo com o qual eu comumente me deparava. “Por que você lê quadrinhos? São para crianças!”, “Por que se importa tanto com a história dos jogos?” e “Por que algum adulto assistiria uma animação?” eram frases que eu ouvia tanto que comecei a questionar a legitimidade de continuar com meus hobbies. Mas aí, eu assistir The Disappearance of Haruhi Suzumiya, e o filme que fecha a trama, que trazem a questão “Por que não eu poderia gostar de coisas divertidas?”. A jornada de Kyon para a autorrealização de que é possível gostar de coisas que não são realísticas ou “adultas” (e os monólogos dele, a coisa mais incrível de todo o anime) me ajudou demais a defender e abraçar ainda mais o que eu amo. E, sabe: Eu talvez nem trabalhasse na Crunchyroll hoje se não fosse este anime. – Rene Kayser


Dororo
Lançado em 2019
MAPPA

Mesmo que eu ache Dororo artisticamente gratificamente, a arte não é o que eu mais amei neste anime, mas sim os temas e como foram tratados durante a série. A história é contada pela jovem Dororo, mesmo que Hyakkimaru aparente ser o herói e a vítima dos eventos narrados. O que mais me fascina é a jornada de Hyakkimaru para conseguir seu corpo humano de volta, mesmo possuindo partes prósteticas mais poderosas, porém não humanas. Dororo é uma reinterpretação de uma história cyberpunk: a procura pela sua própria fraqueza e a incrível fragilidade humana. – Francesco Ventura


Dragon Ball Super
Lançado em 2015
Toei Animation

Todo anime baseado em um cara legal de muita força de vontade socando um cara malvado com menos força de vontade tem suas raízes em Dragon Ball. Sua influência não pode ser desprezada, e seu legado é tremendo. Isto dito, será que Dragon Ball conseguiria achar seu lugar nesta década de 2010, numa era de títulos como My Hero Academia e One Piece? Sim, e até com facilidade. Dragon Ball Super nunca tenta se descolar demais de Dragon Ball Z, seu predecessor canônico. Pelo contrário, ele amplia a visão que temos da franquia, mostrando-nos mais do elenco de apoio que equilibra as brigas de Goku, que queremos (e merecemos) tanto ver. Nunca será o anime ou mangá mais revolucionário da história novamente, mas Super prova que o mundo e personagens clássicos de Akira Toriyama serão sempre bem-vindos. – Daniel Dockery


Durarara!
Lançado em 2010
Brain’s Base

Durarara! Apresenta uma história de gangues que se enfrentam nas ruas, um misterioso grupo da Internet conhecido como “Dollars”, corporações de intenções duvidosas e que até se atreve a adicionar um elemento sobrenatural. Apesar de incluir vários elementos, o anime consegue ter vários personagens nos mostrando diferentes perspectivas desses eventos, fazendo-nos sentir realmente envolvidos com a história e sempre nos mantendo à beira de nossos assentos com reviravoltas inesperadas. Descobrir o que está escondido por atrás dos Dollars permite que o espectador mergulhe em uma história de violência, surpresas e traições que nunca se poderia esperar ao começar a assistir a série. – Sergio Vaca


The Eccentric Family
Lançado em 2013
P.A. Works

Desde que foi fundado, P.A. Works fez parcerias com cidades para celebrar os encantos dos lugares favoritos da equipe do estúdio pelo Japão afora. Enquanto muitas séries focam em cidades interioranas, The Eccentric Family é a tentiva do estúdio de reunir tudo que faz Quioto ser Quioto, e com uma ambição dessas vem resultados ainda maiores. The Eccentric Family é uma história atemporal sobre o que nome indica – uma família que não pode ser considerada típica de jeito algum, até porque poucas famílias perdem o chefe da casa para os perigos de um cozido preparado por tengus. Os elementos fantásticos de The Eccentric Family parecem mais realismo mágico do que qualquer outra coisa: os tanuki metamorfos e os tengus voadores que formam o elenco principal tem habilidades místicas, mas elas são baseadas nos misticismos de Quioto, sendo algo entre a parábola e a metáfora. Geralmente, tais esforços artísticos ficam escondidos em narrativas menos acessíveis, mas The Eccentric Family consegue capturar uma chuva de emoções e história em um dos melhores animes de um cour da década. – Miles Thomas


ERASED
Lançado em 2016
A-1 Pictures

Uma série onde nada é o que parece à primeira vista e recompensa o telespectador por jogar junto com seus desvios de atenção intecionais. Ganhou notoriedade pelo seu roteiro, ritmo e animação quando foi ao ar em 2016, parte do venerável bloco Noitamina, mas o que o fez ser lembrado por tantas pessoas desde então é a abordagem única quanto à mecânica de viagens no tempo, tornando-a mais um mistério bem traçado do que uma história de ficção científica. Para uma série de 12 episódios, é perfeita para assistir quando você procurar algo que exija totalmente sua atenção. – Humberto Saabedra


Evangelion 3.0 You Can (Not) Redo
Lançado em 2012
Studio Khara

Ocasionalmente penso que assisti Evangelion 3.0 You Can (Not) Redo em um sonho. Lembro da história e penso: “Uau, isso aconteceu mesmo?” Eva 3.0 certamente é uma das representações mais desafiadoras do universo de Evangelion, mas também é parte da série Rebuild, que deixou impressões duradouras. Colocar 3.0 aqui também é um modo de reconhecer a direção de Anno com os filmes Rebuild desta década e como a franquia continua a impulsionar a história, os personagens e a audiência tantos anos depois. Eu não tenho ideia de como Anno planeja finalizar essa série em 2020, e francamente, isso me deixa animado. – Kyle Cardine


Fate/stay night: Unlimited Blade Works
Lançado em 2014
ufotable

A tão esperada sequência de Fate/Zero da Ufotable readaptou o arco Unlimited Blade Works da visual novel de Fate/stay night. A premiada série mostrou os avanços tecnológicos da animação em comparação à primeira série, mostrando-nos um dos melhores cenários 3D e efeitos de pós-produção até então (tendo sido superada apenas por outros trabalhos da Ufotable, como Heaven’s Feel e Demon Slayer). Somada à sua direção e roteiro impressionantes, Fate/stay night: Unlimited Blade Works é uma obra-prima do anime e um dos melhores Fates até hoje. Também tem a melhor garota, e nem vai me @ no Twitter.– Daryl Harding


FLIP FLAPPERS
Lançado em 2016
Studio 3Hz

O gênero de ficção normalmente é baseado em metáforas, mas poucos animês são simbolicamente ricos, esteticamente dinâmicos e emocionantes como FLIP FLAPPERS. A história te prende com a promessa de aventuras de meninas mágicas, e então te emociona com uma jornada de autodescoberta que ocasionalmente te leva a lugares sombrios e inesperados, FLIP FLAPPERS é um trabalho que deve ser revisitado, e merece um espaço maior no discurso crítico. – Paul Chapman


Flying Witch
Lançado em 2016
J.C. Staff

Flying Witch enfeitiçou audiências com sua adorável versão do gênero de bruxas muito proeminente na cultura pop, transportando vieses de uma vila europeia para o Japão rural. Mesmo a série sendo geia de magia, não é isso que a faz mágica. Os personagens são o foco do animê, todos muito trabalhados, até o Portador da Primavera, e é um prazer conhecê-los com o andar da série. Mesmo não sendo um animê épico, Flying Witch é incrível, tão doce quanto os bolos do Café Concrucio. – Daryl Harding


 
Food Wars!: Shokugeki no Soma
Lançado em 2015
J.C. Staff

Assim como That Time I Got Reincarnated As A Slime me convidou para um mundo mais amplo de isekai, Food Wars me ajudou a perceber que o mundo de animês de ação não é reservado só para trocas de socos. De fato, Food Wars junta-se a Yu-Gi-Oh na minha lista de melhores histórias de batalha, que não verdade não são sobre batalhas físicas. O conto épico de Soma e seus amigos passando pela escola, torneios e festivais, e por muitas competições de cozinha é tão emocionante quanto qualquer luta que eu já tenha assistido. Ele já está em sua quarta temporada, mas nunca houve uma hora melhor para ser fã de animês culinários. – Daniel Dockery


GATCHAMAN CROWDS
Lançado em 2013
Tatsunoko Production

Gatchaman Crowds facilmente poderia ter sido só uma recriação do clássico Tatsunoko, mas o diretor Kenji Nakamura (Tsuritama), o escritor Toshiya Ono, e o resto da equipe queriam algo muito maior. O que vemos aqui é uma verdadeira modernização com uma narrativa alegórica muito oportuna que opera em tons de cinza, e não conflitos diretos e pretos e brancos como títulos anteriores. Além disso, os designs cheios de cor, os personagens memoráveis e boas cenas de ação fazem essa série digna de ser revisitada. – Joe Luster  


Golden Kamuy
Lançado em 2018
Geno Studio

Golden Kamuy me chamou atenção imediatamente por causa da reconstrução histórica louca do período em questão. A Guerra Russo-Japonesa não é um tópico típico para ser abordado em um anime, então isso me chamou atenção. Mas o que realmente ganhou meu coração foram as pesquisas que recriaram tal mundo, tanto de um ponto de vista histórico quanto da biodiversidade. Me lembro de ter lido um artigo sobre como a pessoa que trabalhou na fauna e flora do anime estava enlouquecendo na tentativa de desenhar arenques muito realistas (que eram abundantes em Hokkaido na época). Contudo, Golden Kamuy não é apenas uma reconstituição histórica, é também uma história fascinante, cheia de personagens fortes, dos quais alguns realmente existiram na vida real! Também não posso negar o quanto a trilha sonora contribuiu para o meu amor à série… E agora, sempre que como um prato muito saboroso, não consigo evitar de dizer “Hinna, hinna”! – Francesco Ventura


Haikyu!!
Lançado em 2017
Production I.G

Eu nunca me apaixonei tanto por uma série como foi com Haikyu!!. Bem como Shoyo Hinata, eu estava ansioso para ver essa grande série sobre vôlei decolar e continuar voando. O que realmente faz Haikyu!! ser Haikyu!! são os personagens, o quanto eles claramente se importam uns com os outros, e eles irem atrás do sucesso mútuo. Além disso, a terceira temporada, que ocorre durante um único jogo de campeonato, é a série de TV mais cativante que já assisti. Haikyu!! é um dos melhores da década e mal posso esperar para vê-la de volta no ano que vem. – Kyle Cardine


Humanity Has Declined
Lançado em 2012
AIC A.S.T.A

Combine uma paleta de cores pastel, uma visão de mundo niilista e um senso de humor ácido, e temos Humanity Has Declined, uma série pós-apocalíptica que postula que talvez a lenta decadência da civilização humana ao absurdo e obscuridade talvez não seja tão ruim assim. Perspicaz, cínica e inegavelmente estranha, Humanity Has Declined também é surpreendentemente sentimental. Se uma série pode fazê-lo chorar só de ver um satélite solitário, então certamente vale seu tempo. – Paul Chapman


Hyouka
Lançado em 2012
Kyoto Animation

Eu amo mistérios! Eu amo enigmas! E eu adoro descobrir grandes segredos! Eu sou uma pessoa muito curiosa e há poucas coisas que me capturam tão rapidamente e profundamente quanto boas histórias de mistério – e é por isso que considero Hyouka uma série tão querida pelo meu coração, pois desafia tantas expectativas do gênero. A sétima regra de Van Dine declara que “Nenhum crime menor que assassinato será suficiente” para uma história de mistério, mas Hyouka toma essa regra e cospe nela. Em vez disso, o anime se concentra em mistérios aparentemente mundanos que qualquer um de nós pode encontrar todos os dias e, portanto, fornece uma conexão mais pessoal ao seu público. Acrescente a bela animação da KyoAni e a fantástica direção do falecido Yasuhiro Takemoto, e você terá uma série completamente única que fará você se sentir mais conectado aos personagens do que qualquer detetive conhecido e experiente jamais será capaz de fazer. Além disso, um agradecimento especial à sua brilhante reviravolta dupla no segundo arco da série. Nemine Umineko conseguiu me surpreender com uma pergunta tão simples quanto “E a corda?” – Rene Kayser


In This Corner of the World
Lançado em 2016
MAPPA

In This Corner of the World descreve a guerra de uma maneira que muitos outros filmes passados durante a Segunda Guerra Mundial não conseguiram: com tédio. Se outros filmes durante a guerra do Japão se concentram nos soldados e na glorificação da batalha, In This Corner of the World está muito mais preocupado com a vida cotidiana de seus cidadãos e com os sacrifícios feitos para sobreviver. O filme também é uma história de sucesso para o diretor Sunao Katabuchi e MAPPA, partindo de um projeto de financiamento coletivo que ganharia inúmeros prêmios, incluindo o 40º Prêmio da Academia Japonesa de Melhor Animação. A MAPPA conseguiu dar vida ao mangá de Fumiyo Kono que retrata a vida nos arredores de Hiroshima antes, durante e após a guerra, e é necessário assistir ao lado de outros clássicos da época, como Túmulo dos Vagalumes e Gen Pés Descalços. – Kyle Cardine


Kabaneri of the Iron Fortress
Lançado em 2016
Wit Studio

Não é justo chamar Kabaneri of the Iron Fortress de “Attack on Train”, mas se isso fizer mais pessoas assistirem, então que seja! Além da linda animação e cenários incríveis, não há nada que eu ame mais nesse animê do que os designs de personagens muito inspirados em OVAs dos anos oitenta. Faz muito sentido também, porque eles vêm de ninguém menos que Haruhiko Mikimoto, um veterano da indústria conhecido por fazer personagens para títulos como Macross, Mobile Suit Gundam 0080, e Megazone 23. – Joe Luster


Kaguya-sama: Love is War
Lançado em 2019
A-1 Pictures

Animês são cheios de histórias de duas pessoas apaixonadas em que nos deixam em dúvida se eles vão ou não acabar juntos, mas Kaguya-sama: Love is War vai mais fundo e acaba sendo uma das melhores comédias românticas já feitas. O diretor de Kaguya-sama, Shinichi Omata, sob o nome Mamoru Hatakeyama, foi treinado em séries como Madoka Mágica e Arakawa Under the Bridge na Shaft e o estilo do estúdio pode ser percebido aqui junto com o estilo de Omata. Junte isso com uma animação incrível, a relação dos alunos do conselho, piadas incríveis, e Chika, e essa vira uma série que pode apaixonar qualquer um (especialmente com o segundo encerramento!), não que diríamos que somos apaixonados por ela. – Daryl Harding


Kids on the Slope
Lançado em 2012
MAPPA

Se Cowboy Bebop e Samurai Champloo não deixaram claro para você, música e Shinchiro Watanabe são como o queijo e a goiabada do mundo dos animês. Esse par perfeito fica ainda mais evidente na adaptação de 2012 do mangá josei, Kids on the Slope, de Mappa e Tezuka Productions. Venha pelas sessões de jazz lindamente animadas e uma trilha sonora de Yoko Kanno, e fique pela atemporal história de amizades sinceras. – Joe Luster


Kino’s Journey -the Beautiful World- the Animated Series
Lançado em 2017
Lerche

A primeira adaptação de Kino no Tabi em 2003 é uma série que traz uma grande imersão em sua atmosfera melancólica. Graças ao seu design simples e paisagens sem tantos detalhes, dificilmente pode-se chamar essa série de bonita, porém essa é exatamente sua beleza. A nova adaptação lançada em 2017 pelo estúdio Lerche é bem diferente da primeira: tem uma arte mais limpa, vívida e desenhada num estilo moe; contudo a essência continua a mesma. Kino’s Journey continua sendo uma coletânea de parábolas filosóficas em questão de moralidade, política e liberdade. Ao invés de tentar superar sua predecessora, a adaptação de 2017 apresentou um olhar moderno sobre a história de Kino. A adaptação de 2013 provou para nós que o mundo não é apenas preto e branco e o anime de 2017 trouxe cores para esse mundo. – Azaly Zeldin


K-On!!
Lançado em 2010
Kyoto Animation

K-On!! foi uma série que ajudou a definir meia década de animê, e influências dela ainda são vistas em séries como Yuru Yuri. A obra-prima da Kyoto Animation, dirigida pela diretora Naoko Yamada, criou uma norma para séries slice of life com suas piadinhas espirituosas, relações realísticas, linda animação e ótima música. Para mim, as meninas eram como amigas, pessoas que eu queria ver feliz. No fim, nenhuma série conseguiu recriar a mesma magia de K-On!!, e poucas conseguiram chegar perto. Dando continuação ao primeiro trabalho de Yamada (K-On! De 2009), ela conseguiu mostrar toda sua proeza e entregar uma série que parece um chá quente em um dia frio. – Daryl Harding


Kyousougiga
Lançado em 2013
Toei Animation

Kyousougiga é um daqueles animes que tem a fama de ser estranho e difícil de acompanhar, algo parecido com as reações inicias de séries como FLCL e Paranoia Agent. Mas, honestamente, atrás de toda estética colorida e abstrata e da Kyoto alternativa, não é tão profundo assim. Há uma garota que quer encontrar seu pai, três irmãos lutando para alcançar as expectativas deixadas pela reputação de seus pais e dois amantes que possuem muitas falhas, porém são ótimos pais. É uma história sobre família. É realmente bem difícil de acompanhar o que está acontecendo na série nos primeiros dois episódios, mas o cenário vibrante, a animação fora do comum e, mais que tudo, seu elenco cativante faz com que você fique absorvido na experência até as pontas do enredo começarem a fazer sentido. Kyousougiga não é como qualquer outro anime que eu já tenha visto e é uma admirável história que quero compartilhar com todo mundo na minha vida. – Cayla Coats


Laid-Back Camp
Released 2018
C Station

Laid-Back Camp é o anime mais aconchegante já feito. Normalmente, eu não usaria essa palavra para nada além de um sofá, mas a série conquistou o público por um motivo: ela é muito, mas muito aconchegante. Iyashikei, ou “anime de cura”, são uma porção agradável do meio. São mais meditações para apreciar a beleza das coisas da vida que geralmente negligenciamos do que narrativas movida por suspense, esse gênero privilegia mais a introspecção ao invés de te provocar. Não tem nada muito parecido em outras mídias, então é difícil convencer alguém que já não está acostumado com o mundo dos slice-of-life a dar uma olhada, mas Laid-Back Camp traz a ideia de “aconchegante” em cada frame de seus 12 episódios de forma a ecoar até nas pessoas mais frias. Iyashikei não é um gênero considerado “elevado” mas as aventuras quentinhas dessas cinco garotas acampando nas áreas do Monte Fuji durante o inverno são o que há de melhor no gênero.    – Miles Thomas


Land of the Lustrous
Lançado em 2017
Studio Orange

Se ainda não está convencido com animês 3D, pare de ler agora e assista Land of the Lustrous, não consigo pensar em um exemplo melhor de que um projeto totalmente 3D é possível, e que pode superar expectativas. A direção visual do Studio Orange não só influenciou projetos americanos (Spider-Verse em particular, que já influenciou criadores japoneses!), a história angustiante de Land of de Lustrous sobre a perda da adolescência e receio com autoridades criam um pacote incrível. Mais pessoas devem assistir essa série. #JusticeforLustrous!!! – Kyle Cardine


Little Witch Academia
Lançado em 2013
Studio Trigger

O que começou como um projeto para jovens animadores decolou da noite para o dia, conquistando o coração de fãs ao redor do mundo. Little Witch Academia mistura o estilo único do Studio TRIGGER (especialmente do desenhista de animação de Gurren Lagann, Yoh Yoshinari), uma encantadora história sobre amadurecimento, e um retorno ao começo dos animes, quando “garotas mágicas” e “bruxinhas” eram praticamente a mesma coisa. De suas raízes no projeto Anime Mirai até o jogo spinoff, a magia de Akko e suas amigas é contagiosa… e um lembrete de que o TRIGGER tem muito mais alcance do que costumamos imaginar. – Kara Dennison


Liz and the Blue Bird
Lançado em 2018
Kyoto Animation

Os primeiros sete minutos de Liz and the Blue Bird podem ser descritos em seis palavras: duas meninas indo para a escola. Como é que, então, algo tão aparentemente comum e simples trouxe meu amigo e eu às lágrimas quando assistimos juntos pela primeira vez? A maneira como os passos de Mizore combinam perfeitamente com o ritmo de Nozomi, a maneira como esses passos se tornam o ritmo de uma trilha sonora de construção lenta, como a idolatria de Mizore por Nozomi é mostrada pela maneira silenciosamente desesperada em que ela imita todos os movimentos de sua amiga. Muito é transmitido através de recursos visuais e sonoros. Essa abertura realmente define a mesa para o resto de Liz and the Blue Bird. Sound! Euphonium é uma série muito bem dirigida, mas cada episódio tem uma estrutura narrativa construída de modo a construir um enredo satisfatório. Liz não se preocupa com isso. A história do filme de duas amigas do ensino médio se afastando lentamente é contada pela bela e abstrata interação de imagens e música, e não pela narrativa convencional. Eu gosto de pensar na série regular de Sound! Euphonium como um romance e em Liz and the Blue Bird como poema. Eles se complementam muito bem, mas Liz se destaca como uma obra-prima desta forma de arte. – Cayla Coats


Love, Chunibyou & Other Delusions
Lançado em 2014
Kyoto Animation

Antes de Love, Chunibyo & Other Delusions, a comunidade de anime não tinha o termo ‘chunibyo’ em seu vocabulário. Reflita: um anime nos concebeu uma nova palavra, que não foi traduzida do japonês para o inglês e permaneceu no título em inglês. Muito mais que apenas uma palavra, Love, Chunibyo & Other Delusions foi o diretor Tatsuya Ishihara fazendo o que faz de melhor: uma série fofa com personagens divertidos, com um toque de amor e uma animação incrível feita pela talentosa equipe da Kyoto Animation. O “vai ou não vai” do relacionamento de Rikka e Yuuta incomoda muita gente, mas você não pode negar que assistir tudo isso acontecer, especialmente com a ajuda dos personagens coadjuvantes Nibutani e Dekomori é uma beleza de assistir, mesmo que a coisa mais lasciva que eles façam seja dar as mãos… – Daryl Harding


March comes in like a lion
Lançado em 2016
Studio Shaft

March comes in like a lion poderia ser só mais um anime sobre algum jogo ou esporte com uma mensagem importante sobre amizade como costumamos ver por aí (e ele não deixa de ser isso também), entretanto, além disso, ele é um pouco mais, ou tanto mais. Ao acompanhar a vida de Kiriyama Rei, somos introduzidos em uma atmosfera um pouco sombria inicialmente, já que o personagem está lidando com um problema sério: a depressão. Rei precisa lidar com a vida árdua de um jogador profissional de shogi e problemas familiares que datam desde sua infância. É nessa situação complicada que Rei conhece pessoas que se tornariam muito importantes na sua vida, as irmãs Kawamoto, três garotas que, apesar de seus problemas, se tornam uma família para Kiriyama. Em uma jornada de descobrimento e recuperação, March comes in like a lion é muito importante como reflexo do que é enfrentar uma doença como a depressão. Além disso, o anime trata outros temas como bullying, a superação de obstáculos e até mesmo responsabilidades e reflexos da velhice, tudo isso em uma gama de personagens bem desenvolvidos e escritos com carinho. Claro, muito disso se desse ao mangá original de Chika Umino, mas o trabalho do estúdio Shaft na adaptação é fascinante, com uma produção que transparece de forma íntima os sentimentos transmitidos pelo enredo. É definitivamente um trabalho genial que merece ser reconhecido nas futuras gerações, não só no meio otaku, como também para o público geral. – Carlos Moncken


Maquia: When the Promised Flower Blooms
Released 2018
P.A. Works

Mari Okada tem um espaço peculiar no fandom ocidental de anime: ela é aquela escritora incomum que é bastante conhecida por uma boa parte do público internacional. Talvez uma análise descompromissada dos trabalhos dela na última década consigam explicar este fenômeno: os trabalhos dela são as histórias mais únicas e emocionalmente impactantes que o meio pode oferecer. Em Maquia, a estreia dela como diretora, temos uma Okada pura, desnuda – o drama de partir o coração, as verdades pessoais incômodas, a exaltação das dificuldades da humanidade – isso tudo por si só já faria do filme uma experência obrigatória. Mas Maquia vai muito além de um repositório das maiores sensibilidades da Okada, é uma fantasia gradiosa que não abre mão do núcleo emocional de uma mãe e seu filho, ao nível da era de ouro de David Lean em Hollywood. O maior defeito de Maquia é que as emoções estão sempre lá em cima, mas se você tiver disposição para abrir seu coração por duas horas, se prepare para chorar pela maior parte do tempo e chamar sua própria mãe logo que terminar. – Miles Thomas


MEGALOBOX
Lançado em 2018
TMS Entertainment

O que acontece quando o estúdio TMS Entertainment e diretor Yo Moriyama criam uma obra original para comemorar os 50 anos do lendário mangá de boxe, Ashita no Joe? O mundo sem rodeios e bruto de MEGALOBOX, em que até os piores dos Junk Dogs podem almejar o topo em uma versão futurista do boxe. De alguma maneira, TMS fez essa série parecer ter saído direto de 1998, e esse é um grande elogio. As lutas são decentes, mas a controversa história de Junk Dog e seu treinador moralmente duvidoso são o que criam o impacto duradouro de MEGALOBOX. – Joe Luster


Miss Kobayashi’s Dragon Maid
Lançaod em 2017
Kyoto Animation

Essa foi uma série que se tornou uma das minhas favoritas mais inesperadamente, bem como de muitas outras pessoas que inicialmente se mostraram cautelosas, porque não tinham expectativas que a série fosse genuinamente engraçada e sincera. Do primeiro episódio ao último, Miss Kobayashi’s Dragon Maid nos permite ver o crescimento de Kobayashi como pessoa e seu relacionamento com Tohru, que cresce ainda mais durante a progressão da série para incluir Kanna, Lucoa e Elma em uma grande família agregada. Um dos maiores elementos que fez da série uma das minhas favoritas foi como lidou com os momentos mais calmos entre os personagens: Kobayashi aprendendo a se acostumar com a sua nova família, Tohru aprendendo a cuidar de Kobayashi e se aproximando do restante dos personagens e Kanna apenas sendo um ser comedor de insetos. Miss Kobayashi’s Dragon Maid é definitivamente uma obrigação, se você quiser ver uma série genuinamente ótima. – Humberto Saabedra


KONOSUBA -God’s blessing on this wonderful world!
Lançado em 2016
Studio Deen

KONOSUBA realmente não mostra ao que veio até a segunda temporada, mas assim que o anime começa a engrenar, se torna uma obra de arte cômica, remanescente da comédia de ficção científica britânica clássica Red Dwarf na sua dedicação em “cutucar” convenções de gênero e criar um elenco cheio de palhaços, malucos e estranhos de alguma forma adoráveis. KONOSUBA é um humor mais baixo, e zomba de Isekais melhor do que qualquer um dos atuais. É toda campanha de D&D que descarrilhou espetacularmente em um único pacote. – Paul Chapman


MOBILE SUIT GUNDAM THE ORIGIN
Lançado em 2019
Sunrise

Muitos fãs de Gundam diriam para não assistir MOBILE SUIT GUNDAM THE ORIGIN se você não tem conhecimento prévio do Universal Century. Bom, como alguém que começou a molhar os pés com esta série, eu os ignorei e mesmo assim amei o tempo que passei com esta série de OVAs. Numa adaptação do mangá de Yoshikazu Yasuhiko, em particular o arco que cobre a ascensão de Char Aznable, MOBILE SUIT GUNDAM THE ORIGIN dá ao contexto político de Gundam uma vasta personalidade e profundidade, explorando plenamente como os personagens se posicionavam no começo da série original de 1979. Independentemente de qual é a sua experiência com Gundam, MOBILE SUIT GUNDAM THE ORIGIN tem um jeito de contar história e uma arte que a tornam uma série incrivelmente cativante. – Kyle Cardine


Mr. Osomatsu
Lançado em 2015
Studio Pierrot

O que acontece quando estrelas infantis de um animê de comédia crescem, nunca saem de casa, e parecem só interagir uns com os outros, com seus pais, e um grupo bizarro de indivíduos que mora no bairro? Bom, em Mr. Osomatsu, eles ficam loucos e fica ainda mais divertido assistir suas travessuras. Mr. Osomatsu é hilário, e suas histórias de rivalidade entre irmãos que no fim sempre acabam em loucura compõem duas temporadas que passam voando. Estamos torcendo que a segunda temporada (e o filme) não seja a última vez que encontremos aqueles seis rostos. – Daniel Dockery


New Game!
Lançado em 2016
Doga Kobo

Trabalho é coisa séria – especialmente quando você é Aoba, uma talentosa designer recém-saída do colegial que arranjou emprego na desenvolvedora do seu JRPG favorito de todos os tempos. New Game! nunca mergulha muito profundamente nos detalhes reais do game design, mas é uma cativante história cheia de coadjuvantes carismáticos. O estúdio Doga Kobo evoca comédia e ternura em medidas iguais e nas horas certas, com cenas e expressões fantasticamente sutis. Sua segunda temporada é muito mais ambiciosa, mostrando como seus personagens crescem muito além de seus papeis originais, criando alguns dos conflitos e dilemas mais angustiantes da série inteira. Apesar de certas cenas de fanservice não casarem muito bem com o enredo, New Game!! é certamente uma das gemas da última década. – Carlos Moncken


The Night is Short, Walk on Girl
Lançado em 2017
Science Saru

Depois de Tatami Galaxy, o grande diretor Masaaki Yuasa novamente adapta uma história de Tomihiko Morimi. Para isso, a equipe de Tatami Galaxy está de volta, incluindo Yusuke Nakamura, um dos artistas mais talentosos da geração, que está envolvido no design de personagens, e até a incrível compositora Michiru Oshima, que fez a trilha sonora. O resultado é The Night Is Short, Walk On Girl, uma incrível animação com uma beleza assustadora. – Joan Lainé


Non Non Biyori
Released 2013
Silver Link

Renge Miyauchi e suas quatro amigas vivem em uma cidade tão pequena, mas tão pequena que elas são as únicas estudantes na escola local. Elas levam uma vida de ócio, passando os dias ao ar livre passeando pelo interior paisagístico. Não tem muito roteiro no mundo de Non Non Biyori. É um slice of life mais interessado em capturar os pequenos detalhes mundanos da vida, como os jogos que Renge e Natsumi jogam com borrachas para passar o tempo na escola, ou a atividade de cuidar dos animais de estimação da escola. Tem algo de muito bonito, quase melancólico, nesta série. Geralmente, os personagens estarão caminhando e tendo conversas animadas e a câmera vai se afastando deles e focando na deslumbrante arte de fundo. As vozes deles vão esmaecendo na distância e teremos um ou dois minutos de doses estáticas, quase meditativas, da natureza, acompanhadas apenas por alguns esparsos e cadenciados acordes de piano. Renge e suas amigas levam uma vida de belezas e amizades silenciosas, protegidas dos diversos problemas associados com a vida urbana. O mundo pode ser, por muitas vezes, um lugar insensível e nós precisamos da ficção que nos dá um vislumbre de um jeito mais suave e gentil de viver. Quando o estresse e a tristeza do mundo pesarem em você, lembre que você pode encontrar um ombro amigo em Ren-chon e suas colegas de classe. – Cayla Coats


One-Punch Man
Lançado em 2015
Madhouse / J.C. Staff

O mangá de ONE, originalmente publicado on-line, foi sucesso por um motivo: é hilário e tem ótimas sacadas sobre os estereótipos do gênero super-herói, mas lhe faltava um componente-chave: a inigualável pincelada do artista de Eyeshield 21, Yusuke Murata. Quando a Madhouse trouxe esses traços dinâmicos à vida na primeira temporada da adaptação em anime, o resultado foi eletrizante, e embora a segunda temporada do J.C. Staff não chegue nos mesmos picos de adrenalina, o anime é o encapsulamento perfeito do que torna Saitama e o resto do ridículo elenco de heróis e monstros tão carinhoso. – Joe Luster


Panty & Stocking with Garterbelt
Lançado em 2010
Gainax

Quando o estúdio Gainax mostrou as primeiras imagens de Panty & Stocking with Garterbelt, várias pessoas pensaram a mesma coisa: “esse estilo não se parece muito com uma série ocidental que tem três garotas com superpoderes?” O que não prevíamos, no entanto, é que o estúdio Gainax traria um lado mais “atrevido” nessa animação. Panty e Stocking são duas irmãs, anjos, que foram expulsas do Céu por causa de seu comportamento “inadequado”, e, portanto, devem se redimir caçando criaturas na cidade de Daten, sob a supervisão desesperada de um reverendo nada ortodoxo. Ação louca, situações surreais (mas engraçadas) e animação ímpar tornam essa série uma das mais únicas que o mundo dos animes nos ofereceu na última década. Se você é capaz de suportar sua grosseria excessiva e sua maneira banal de lidar com certos problemas, certamente vai se divertir muito. – Sergio Vaca


Parasyte -the maxim-
Lançado em 2014
Madhouse

Nessa década, vimos vários projetos de animes de mangás antigos que nunca haviam sido adaptados antes, Parasyte -the maxim- sendo um dos de maior destaque que finalmente conseguimos ver. A história gira em torno de Shinichi Izumi e sua mão direita que está possuída por um alienígena, Parasyte é um suspense sobrenatural sangrento que faz um bom trabalho ao respeitar seu material de origem, bem como de adaptá-lo a uma nova era. A jornada da série e do protagonista sobre como lidar como alienígenas que possuem seres humanos é algo que conseguiu ser traduzido em sucesso, mesmo décadas depois do lançamento original do mangá. – Kyle Cardine


Planet With
Lançado em 2018
J.C. Staff

Dá para contar nos dedos os animes que eu elogiaria pela forma que os temas foram explorados, e Planet With foi um dos meus primeiros nessa lista. Uma série que compila 52 capítulos de momentos entre os personagens em apenas 12 episódios, Planet With mostra conceitos filosóficos cabeludos como justiça, pacifismo e imperialismo cultural, assim como buscas pessoais por perdão e redenção, explorando essas ideias com bondade e uma inabalável clareza moral. É uma ótima série com uma linda mensagem e eu não me canso de recomendá-la. – Paul Chapman


Pop Team Epic
Lançado em 2018
Kamikaze Douga

Um anime que pode ser descrito como “uma comédia de 11 minutos de duração que se repete imediamente depois, com apenas uma mudança nas vozes” não soa muito atrativo inicialmente. Na verdade, a maioria das pessoas consideraria um total desperdício de tempo. Realmente, várias coisas do charme de Pop Team Epic soa absolutamente terrível no papel: piadas sem sentidos, piadas internas sobre beisebol e um humor de internet que não segue nenhhum roteiro ou estrutura, e ainda baseado em um mangá de comédia que facilmente seria colocado bem baixo na maioria das listas de “boas obras”. Você provavelmente vai saber se ama ou odeia Pop Team Epic no primeiro episódio, mas dividir tantas opiniões é o que torna a série tão única e impressionante. Pop Team Epic transcende qualquer razão de por que não funcionaria, para se tornar, provavelmente, uma das melhores comédias absurdas nos últimos dez anos. A trilha de terror deixada por Popuko e Pipimi se torna ainda maior por causa da literal avalanche de lendários dubladores emprestando suas vozes ao anime. De alguma forma, Pop Team Epic FUNCIONA e ficamos agradecidos por isso. – Nicole Mejias


Princess Jellyfish
Released 2010
Brain’s Base

É raro ver um anime escrito do verdadeiro ponto de vista de uma fã. Há muita coisa que fãs de qualquer sexo podem observar, mas o anime pela visão de uma garota otaku geralmente é muito parecido: é chocante porque ela é bonita ou popular (ou uma garota). Princess Jellyfish é uma daquelas joias raras e preciosas que não descrevem o otaku-dom feminino como raro que nem unicórnios, mas investem no que realmente é ser uma jovem mulher nessa vida. Vê-lo em exibição no Museu Britânico no início deste ano não foi surpresa: merece ser exibido em grande escala, desde sua arte encantadora até sua história sincera. – Kara Dennison


PROMARE
Lançado em 2019
Studio Trigger

PROMARE é 100% Trigger: Um visual surreal com persnonagens intenso, ação eletrizante, e uma trilha sonora de arrasar. Mais importante que tudo isso, é também também um filme que procura guiar o caminho para projetos híbridos 2D/3D. É muito empolgante ver PROMARE evoluir do anúncio para a estreia: O que começou como um anúncio na Anime Expo com uma única imagem promocional veio com tudo para ter um monte de exibições reprogramadas nos EUA. Tem motivos para se animar toda vez que Hiroyuki Imaishi e Kazuki Nakashima se juntam, e PROMARE é uma epítome disso. PROMARE me deu algumas das melhores experiências no cinema (sim, no plural!) desta década — Um filme que vem com tudo e quer que o público também entre na festa. – Kyle Cardine


THE PROMISED NEVERLAND
Lançado em 2019
Cloverworks

Os fãs já previam uma adaptação em anime de THE PROMISED NEVERLAND muito antes de qualquer anúncio ser feito, e não é difícil entender o porquê. A história varia da doce tranquilidade ao horror existencial de uma só vez, continuando a se apegar à sua imagem enganosa enquanto seus protagonistas planejam sua fuga. Os ângulos da câmera nos induzem a paranóia: De que ponto de vista estamos assistindo? Quanto alguém sabe a qualquer momento? Com uma segunda temporada no horizonte e o curativo arrancado, esta linda série shonen não tem para onde ir além de pra cima. – Kara Dennison


PSYCHO-PASS
Lançado em 2012
Production I.G

No início de 2010, vimos o poderoso surgimento de Gen Urobuchi’s como escritor de animes particularmente com lançamento do PSYCHO-PASS após Madoka e Fate / Zero. O programa mostra um futuro em que os algoritmos determinam tudo, da carreira à moralidade, algo que está se tornando cada vez mais real. Provocante para a época, PSYCHO-PASS teve um efeito duradouro como um emocionante drama policial de ficção científica distópico no repertório de Urobuchi. – Kyle Cardine


Samurai Flamenco
Lançado em 2013
Manglobe

Não existe nada melhor que um bom anime engana-otário, onde o enredo dá cambalhota no meio da série e mostra que o que você tava assistindo era outra história completamente diferente o tempo todo. Se animes como GaoGaiGar deram suas viradinhas no meio do caminho, Samurai Flamenco vira de cabeça para baixo a cada meia dúzia de episódios, chegando num novo nível de loucura. É série de comédia? De idol? É um super sentai? O que a gente tá vendo é de verdade mesmo? No meio da zona, também consegue ainda ser uma carta de amor aos tokusatsu das antigas. – Kara Dennison


Sarazanmai
Lançado em 2019
MAPPA

Sarazanmai é visualmente estonteante. É uma série que tem a nitidez estética de uma empresa de design gráfico altamente aclamada. Dentre todo o imagético artístico e abstrato, e os toques estonteantes de vermelho e rosa, vemos uma história sobre conexão e perda. Três estudantes – Kazuki, Enta e Toi – estão cheios de problemas que os impedem de criar conexões genuínas com as pessoas ao redor deles. Enquanto a série estava saindo, ganhou a reputação de ser difícil de acompanhar e cheia de dificuldades para decifrar os simbolismo (com muito disso se relacionando com bundas). Para mim, no entanto, a série queria mostrar uma história simples mas comovente sobre as formas que deixamos que nossas dores nos impeçam de crescer, e sobre como ter coragem o suficiente para se aproximar de alguém e se conectar é, muitas vezes, a única forma de cicatrizar essas dores. – Cayla Coats


Silver Spoon
Lançado em 2013
A-1 Pictures

Silver Spoon faz algo que ninguém acreditaria ser possível: faz aprender sobre agricultura ser divertido. Hiromu Arakawa, criadora de Fullmetal Alchemist, traz vida ao mangá da-fazenda-à-mesa, e Tomohiko Ito o trouxe da-mesa-para-a-tela antes de passar o bastão para Kotomi Deai, para trabalhar em Erased. Arakawa e o time no estúdio A-1 Pictures trazem à vida a cidade Obihiro, em Hokkaido, na forma como os personagens vivem nessa cidade em processo de extinção. A história de amadurecimento que transporta Hachiken de sua vida sub-urbana para o meio de uma fazenda nos deu, de alguma forma, o olhar mais cuidadoso e alegre sobre esse gênero, o que me fez querer mais. Eu nunca imaginei que poderia me investir tanto em um porco! – Daryl Harding


Sound! Euphonium
Lançado em 2014
Kyoto Animation

Sound! Euphonium, a história adolescente dos membros do clube de música da escola de ensino médio Kitauji é, em todos os sentidos, uma história muito prazerosa de se assistir. A animação é deslumbrante, a trilha sonora é incrível (seja nas músicas de fundo ou aquelas que são tocadas por elas), além de ter uma direção e roteiro maravilhosos, que estão a par de alguns dos melhores filmes de ação live action que já vi. O que mais amo nessa série, no entanto, é a protagonista, Kumiko Oumae. A protagonista se tornou um dos meus personagens favoritos da ficção. Seu crescimento de alguém mais ou menos à deriva e apática àqueles ao seu redor, com ela mesma e seu rumo na vida, para a pessoa motivada, empática e adorável que se tornou no final da série é realmente um prazer de se testemunhar! Uma coisa é uma série que representa uma personagem com objetivos e paixões facilmente discerníveis, mas Euphonium consegue, através de roteiros absolutamente fantásticos com uma sutil animação da personagem, retratar de forma convincente uma jovem que está encontrando seu caminho na vida. Conhecer e crescer junto de Kumiko foi e continua sendo uma das minhas experiências favoritas no meu mundo de anime. – Cayla Coats


Space Brothers
Released 2012
A-1 Pictures

Na minha infância, histórias de missões espaciais não eram incomuns, pois a maioria das crianças da minha escola eram filhos de cientistas espaciais e engenheiros da NASA, pois morava perto de um grande laboratório. Space Brothers é um dos poucos títulos que já vi, seja anime ou outra coisa, que consegue duplicar esse sentimento de amor, emoção e envolvimento prático. A história de dois irmãos, cada um com suas próprias aspirações aeronáuticas, trouxe de volta aquela maravilha da infância de “as estrelas estarem estranhamente próximas, mas também fora de alcance”. Seguir Hibito correndo atrás de seu sonho foi inspirador, e seu irmão, Mutta, recomeçando a vida após um “falso começo”… Além disso, não tem como superar aquela abertura, pois com “Feel So Moon”, nunca é tarde demais para se sentir na lua… – Kara Dennison


Space Patrol Luluco
Lançado 2016
Studio Trigger

Conhecidos como são por sua pura cinética, não tem melhor candidato para uma animação curta do que TRIGGER. Space Patrol Luluco é uma série de poucos minutos que, apesar de todo o besteirol escancarado, tem o tipo de essência que fará você voltar de novo e novo ao longo dos anos. É exatamente a definição de “foi bom enquanto durou”, e até hoje deve ser a produção modesta conjuta de TRIGGER e Imaishi que eu mais gosto. – Joe Luster


SSSS.GRIDMAN
Released 2018
Studio Trigger

O gênero tokusatsu (que abrange séries como Godzilla, Kamen Rider e os Super Sentai) tem uma tradição de anos no Japão e SSSS.Gridman é uma grande tributo a isso, com um herói e monstros que parecem ter saído diretamente de um episódio de Ultraman. Contudo SSSS.Gridman não é apenas uma homenagem que vale apenas assistir se você estiver procurando por nostalgia. Na verdade, durante os doze episódios, você acompanhará um grupo de personagens maravilhosos (incluindo vilões), assistir a lutas de kaiju incrivelmente bem produzidas e entrar em um gênero que é recompensador mesmo se você nunca tiver visto um Godzilla vs. Alguma-Coisa. SSSS.Gridman é uma joia perdida de 2018 e merece ser apreciada pelos próximos anos. – Daniel Dockery


Sword Art Online
Lançado em 2012
A-1 Pictures

Ah, Kirito, o protagonista autoinserido supremo que é totalmente demais em tudo que faz. Sua aventura pelos variados mundos virtuais de Sword Art Online são uma roda gigante do se-morrer-no-jogo-morre-na-vida-real, e a A-1 Pictures deu um jeito de fazer um golaço a cada temporada, criando uma das adaptações de light novel mais impressionantes até hoje. SAO já passou por um bocado desde a chicotada de meio de temporada de sua estreia, mas até a primeira temporada duvidosa me convenceu de seu potencial enquanto série e de seu escopo aberto e que não para de crescer. – Joe Luster


Symphogear
Lançado em 2012
Satelight/Encourage Films/Studio Pastoral

O grito de guerra do Anitwitter em 2019 é “Veja Symphogear”. Mas por quê? Muitos motivos. É uma mistureba de estética de meninas mágicas, tecnologia de robô gigante e determinação de cantora idol – tipo Macross, se as idols e robôs ocupassem o mesmo espaço. A animação é linda. A ação é épica. As músicas são destemidas e poderosas e parecem mesmo dar o tom dos momentos retratados. São verdadeiros gritos de guerra que estão sendo entoados, não uma reles faixa de CD por trás de um microfone. E toda vez você acha que não tem como superar o que acabou de ver, vem uma nova temporada a galope. No fim das contas, o Anitwitter tá certo. Veja Symphogear. – Kara Dennison


The Tale of the Princess Kaguya
Lançado em 2013
Studio Ghibli

Em abril de 2018, o mundo perdeu o lendário diretor, roteirista e produtor, Isao Takahata, co-fundador do Studio Ghibli. Dizer que essa perda deixou um buraco nos corações dos fãs de animê não seria o bastante. Cinco anos antes, ele entregou o que seria seu último longa. The Tale of the Princess Kaguya, uma versão brilhante de um clássico do folclore japonês. Dos magníficos visuais em aquarela à elegante narrativa, Kaguya mostra o gigante silencioso que Isao Takahata virou ao longo de sua carreira. Esse filme é uma joia sem igual. – Joe Luster


Tamako -love story-
Released 2013
Kyoto Animation

Se Tamako Market, da KyoAni, foi uma coisa agradável e envolvente – senão sem substância – Tamako -love story- talvez seja o melhor conto de amor pueril dos últimos tempos. A diretora Naoko Yamada traz todo o potencial da Kyoto Animation para entregar uma animação de personagem tão poderosa e memorável que diálogos se tornam supérfluos. Os personagens transbordam vida e charme, dando um peso emocional inesperado em um filme tão direto ao ponto. O que isso tudo quer dizer é: Uma história de amor, e uma bem simples. Mas, com isso, Yamada entrega um filme para ser reassistido infinitas vezes, que cumpre perfeitamente tudo que se propõe. – Miles Thomas


Tanaka-kun Is Always Listless
Lançado em 2016
Silver Link

Eu poderia escrever um parágrafo apaixonado sobre o que faz de Tanaka-kun is Always Listless a epítome da comédia lenta, descontraída e totalmente relacionável, mas isso parece uma antítese ao espírito do trabalho. Então basta dizer que Tanaka é um garoto muito preguiçoso, cuja vida é feita de descontração, e o timing cômico da série é perfeito, e o anime todo é tão confortante para a alma quanto um copo de leite quente antes de dormir. E agora eu vou tirar uma soneca. Zzzzzz. – Paul Chapman


The Tatami Galaxy
Lançado em 2010
Madhouse

É muito fácil julgar o próprio passado. Nem todo mundo passou seus anos de graduação sendo um narcisista egocêntrico, com grandes ilusões das recompensas que a vida lhes reservaria, mas essa descrição se encaixa nos meus anos de faculdade com um T, e assim The Tatami Galaxy me parece um belo par de sandálias da humildade. Recebi a indicação de um amigo próximo, que me descreveu como metade Clube da Luta, metade Feitiço do Tempo, The Tatami Galaxy é um liquidificador cerebral extremamente literário e intensamente hilário de Masaaki Yuasa (baseado no livro de Tomihiko Morimi), e é o tipo de trabalho que merece o “prima” que vem em obra-prima. – Paul Chapman


That Time I Got Reincarnated as a Slime
Lançado em 2018
Eight Bit

O mundo dos animes está lotado de adaptações de livros de fantasia de isekai onde o protagonista renasce como um ser super-poderoso em um mundo cheio de magia e guerreiros, mas apenas algumas poucas séries tem um personagem principal de coração tão bondoso quanto That Time I Got Reincarnated as a Slime. Mesmo que isso mude na segunda temporada quando Rimuru Tempest e companhia tiverem maior contato com o mundo lá fora, eu sempre fico feliz quando empatia e força de vontade para trabalhar juntos são o fator para resolver os problemas. Pontos a mais por ter um personagem não-binário no papel principal. – Paul Chapman


Tiger & Bunny
Lançado em 2011
Sunrise

De cara, Tiger and Bunny era pra ser mais uma série de ação shonen com super heróis, com uma reviravolta do patrocínio corporativo e a grande mídia fazendo o seu papel na percepção do heroísmo. O que acabamos ganhando foi a mais sincera e honesta descrição da vida adulta, da paternidade, e da batalha constante para ser bem sucedido sob pressão, com consequências quase terríveis para Kotetsu “Tiger” Kaburagi e seu parceiro Barnababy “Bunny” Brooks Jr. Tiger and Bunny merece estar nessa lista não só pela profundidade da narrativa mas também pela maneira sutil como cada personagem desempenha um papel vital na formação da série, desde o sub plot entre Koketsu e Barnababy aprendendo a confiar um no outro até Blue Rose em conflito com a decião de continuar a ser um heroi ou abandonar para seguir seu próprio sonho de ser cantora, o tempo todo desenvolvendo sentimentos por Kotetsu, e o mais memoravel subplot envolvendo Kotetsu quase perdendo seus poderes enquanto luta para manter intacta a relação com sua filha. Tiger And Bunny não somente merece um lugar na lista, como seria chocante se não tivesse sido incluído. – Humberto Saabedra


The Wind Rises
Lançado em 2013
Studio Ghibli

O mais recente longa metragem de Hayao Miyazaki é, a princípio, sobre vôo. Jiro Horikoshi, um designer independente dos mais mortíferos aviões de guerra utilizados pelo Japão na Segunda Guerra Mundial, é o protagonista do filme. Enquanto Miyazaki explora a vida de Horikoshi neste filme, somos entretidos com amáveis cenas animadas do nosso herói trabalhando incansavelmente em uma prancheta. Cada apontada de lápis e mexida na régua meticulosamente renderizada, de forma bastante realista. O filme mostra uma relação dificil entre o grande amor de Jiro pelo seu trabalho, e o amor de sua esposa, Nahoko.O filme isola Jiro(e nós) das implicações de se construiir grandes maquinas que causam mortes para um conflito global, sem absolutamente nenhuma descrição da guerra externa.No entanto, Miyazaki aos poucos atravessa a fachada de pequenas, mas significantes maneiras. Pode ser visto no sangue que Nahoko produz com intensas tosses tuberculosas ou no terrivel retrato do terremoto de de Kanto, em 1923. Tem um trágico e sutil conflito entre a devoção de Jiro com o design de aviões, sua responsabilidade com família e questão moral de criar armas de guerra. N]ao há um julgamento concreto de Jiro no final do filme, nada tão fácil e simples como isso.Somos deixados apenas com sonhos pós guerra e um sonho de aviões cruzando um lindo e eterno céu azul e Nahoko brilhando como o sol sobre uma suave cordilheira de nuvens. – Cayla Coats


Wolf Children
Lançado em 2012
Studio Chizu

Wolf Children é um dos filmes de maior influência para mim, pois ele apresenta mensagens cruciais em um conceito de “conto de fadas” sobre amor, luta, autoaceitação e seguir em frente. Há inúmeras facetas que amo neste filme: a habilidade de conectar uma história fictícia com um forte realismo, o tema principal permanece bem sólido, embora seja mostrado por diferentes personagens que vivem juntos, mas que tomam caminhos diferentes, além das cenas animadas e trilha sonora maravilhosas. Mas não podemos nos esquecer também da visão do diretor. Mamoru Hosoda sempre me impressionou, mas esse filme, particularmente, foi seu trabalho que mais me impactou em um nível pessoal, e me fez focar nos aspectos mais profundos das coisas. Wolf Children me ajuda a lembrar de ter mais compaixão com os outros, me colocar no lugar deles. Mas o mais importante é lembrar de não ignorar os detalhes, pois são eles que tornam a vida o que ela é. – Reem Ali


Violet Evergarden
Lançado em 2017
Kyoto Animation

É seguro dizer que Violet Evergarden é um dos animes mais bonitos já feitos (até 2019). A série produzida pelo estúdio Kyoto Animation trata da vida de uma adolescente orfã, marcada pela guerra, que está tentando encontrar seu lugar no mundo. A personagem acaba sempre escrevendo cartas e crescendo ao lado de pessoas que ela conhece. O instinto emocional da série não deve ser subestimado, contando com a autora Kana Akatsuki, que cria um mundo que foi construído pelo diretor Taichi Ishidate e pela roteirista Reiko Yoshida. Para mim, todo episódio é uma montanha russa de emoções, que me fazia sentir de tudo, da alegria à tristeza, para depois empatia, e assim por diante. Somente a KyoAni poderia criar algo tão mágico como Violet Evergarden, o que a torna uma série que todos deveriam ver. – Daryl Harding


ZOMBIE LAND SAGA
Lançado em 2018
MAPPA

ZOMBIE LAND SAGA surpreendeu a todos ao se tornar uma brilhante paródia da indústria de idols como um todo. A aparente negligência do produtor Tatsumi Koutarou com o bem-estar de suas artistas era como um vislumbre do estresse encarado pelas idols do mundo real. Mas esse é apenas o começo da série! Além de evoluir com um timing cômico impecável e incrível animação, a série também apresenta os emocionantes passados de cada membro, terminando cada episódio com uma performance catártica e bastante adequada da banda – com destaque especial para o fantástico episódio sobre a Lily. ZOMBIE LAND SAGA me fez amar um gênero do qual eu fugia, como o Diabo foge da cruz. Mas talvez, algum dia desses, eu dê uma segunda chance para Love Live… – Rene Kayser